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A Escola e a Família

O futuro de todas as gerações depende dos pais e da escola.

A família transmite educação de geração em geração.
A escola transmite conhecimento e a forma do indivíduo se comportar em sociedade, além de prepará-lo para a vida, num mundo em constantes mudanças.


Breve história da educação no mundo

O homem primitivo não tinha escola, ensinava as novas gerações sobre o que observava no universo e sobre o que aprendeu com seus antepassados contando histórias, cantando, e através dos rituais.
Rituais do homem primitivo

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A escola e outras instituições apareceram com o surgimento da escrita, em 3.500 a.C., quando, então, um estudo mais específico foi necessário para que se transmitisse pensamentos abstratos. Antes a educação era dada pela família.

Família

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Escola
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No Egito, para que se aprendesse a linguagem escrita, com 2000 pictogramas, foi necessário que desde cedo os indivíduos, mas só meninos, fossem diariamente à escola, o que ficou constatado nos tabletes de barro sumerianos. As meninas, no entanto, eram educadas em casa. Com estudo, os homens tornavam-se professores, funcionários públicos, topógrafos, arquivistas, conselheiros dos monarcas ou escribas __ os que guardavam documentos e escreviam, sendo remunerados pelo serviço que prestavam. A partir dos dezoitos anos, os rapazes aprendiam hieroglifos, matemática e geometria, fazendo cálculos que pudessem empregar na vida prática, de modo que a sua cultura, fosse preservada e não alterada, por isso não havia o interesse por originalidade e inovações.

Escriba

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Na Grécia o objetivo da escola era que os indivíduos desenvolvessem o conhecimento da política, das artes e do
teatro, através dos filósofos em escolas privadas com supevisão do escravo, chamado de pedagogo. Aos 21 anos estudavam matemática, astronomia, filosofia, enquanto a arte da oratória desde cedo fazia parte do currículo, porque os gregos admiravam aqueles que dominavam a palavra.

Filósofos gregos 
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Em Roma, as crianças aprendiam com os pais, mas quando os romanos conquistaram a Grécia, no séc. XII a.C., copiaram quase totalmente o sistema educacional grego, inclusive para fruirem a poesia e a filosofia do país conquistado estudavam a lingua grega. O conhecimento que adquiriram colocaram em vários volumes de uma enciclopédia.

Escrita grega

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Na Idade Média, por séculos a cultura ficou restrita aos mosteiros, à Igreja.

Com Carlos Magno é que a educação se desenvolveu, porque ele queria unificar a Europa. E para isso, precisava de funcionários que soubessem redigir e ler documentos de um governo feito à distância. Resolveu, então, criar uma lei que obrigasse o estudo, que deveria ser feito nos mosteiros.



Carlos Magno


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"É imperioso para nós que os mosteiros, o governo com que Cristo generosamente nos legou, não se satisfaçam com uma vida piedosa, mas igualmente se dediquem à tarefa de ensinar. Sem dúvida, é melhor agir bem do que saber muito, mas não é possível agir bem sem saber coisa alguma."
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O ensino num mosteiro

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No séc. XIII, surgiram as universidades, como a de Oxford, na Inglaterra __ foto abaixo__, para que as informações da Antiguidade, escritos de Aristóteles e da medicina, não fossem esquecidas.


Aristóteles, filósofo grego

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No séc. XIV, os protestantes alemães traduziram a Bíblia do latim para outras linguas a fim de que fosse lida pelo povo, o que provocou o aumento da alfabetização, inclusive para as meninas alegando que elas também também têm alma.

Bíblia alemã

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Com a Contra Reforma, no século XVI, os Jesuítas, católicos, fundaram 500 colégios com ensino do sistema educacional grego, que chegou ao séc XX em todo o mundo, aceitando meninos pobres, que com isso ascenderam-se socialmente.


O Iluminismo, no século XVIII, priorizando a razão para que as pessoas entendessem o mundo, levou-as a entenderem a educação como um direito. Então, em 1717, na Prússia, a educação pública obrigatória foi adotada.
Descartes e estudiosos do Iluminismo

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Na Revolução Francesa, séc. XVIII / XIX, Jean Jacques Rousseau questionou os métodos educacionais, o que levou ao sistemema educacional moderno, no qual o indivíduo deve ser levado a pensar e a ter instrução cívica. O Estado, então, passou a controlar as escolas e outras instituições, mesmo contrariando os conservadores que queriam escolas religiosas, com conformismo e orações.


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A Revolução Industrial levou a um aumento da educação européia.

Nesta época as crianças trabalhavam

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Hoje, segundo pesquisas, e conforme constatamos muitas vezes nós mesmos, nem todas as crianças vão a escola, porque muitas pessoas e famílias não se interessam por ela, já que muitas vezes não há exemplo algum de alguém bem sucedido em seu meio devido estudo, ao contrário do que acontece com as famílias de bom poder aquisitivo. Ainda segundo elas, nos países pobres ou em desenvolvimento as condicões não favorecem as atividades escolares, porque não há investimento nem verba para a educação. E muitas escolas só valorizam a memorização, a repetição de palavras e um conteúdo teórico inútil para o aluno e a sociedade local, sem a possibilidade de poder empregá-lo na sua vida prática, pois não o ajuda a pensar, a ser criativo, a buscar soluções para as suas necessidades e as da comunidade na qual vive.

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Para a pesquisadora Thaís Cardinale Branco, do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) a violência é um atrativo para os jovens que vivem em condições sem perspectiva diante da pobreza do meio em que vivem, pois escolhem as atividades ilegais para adquirirem respeito e admiração.
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"Esses jovens se inspiram no modelo que já têm, já que muitas vezes não têm referência mais forte de pais ou mães (...). A questão econômica não é determinante (...)." sociólogo Marcus Vinicius Gonçalves da Cruz

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Professor e Educador

O professor geralmente é um educador

O Professor ensina a sua matéria, mas quando é também um educador ele assume a responsabilidade de educar, porque além da sua qualidade pedagógica ele possui consciência social e se envolve humanamente no que faz, sabendo que só a troca leva ao conhecimento.


"Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina." Cora Coralina


Eu e os meus alunos, que comentam os trabalhos apresentados de desenho feitos a partir da história do Mestre Vitalino.

Na aula, acima, com muita atenção e interesse os alunos refletem sobre o próprio trabalho e sobre os dos colegas, aprendendo também com eles e aprendendo a respeitar as diferenças. Eu, como professora e educadora, oriento e faço a mediação nesta relação.


"Ninguém é tão grande que não possa aprender, nem tão pequeno que não possa ensinar." Píndaro


Sabemos que o professor e educador muitas vezes repreende o aluno, muitas vezes perde a paciência, a serenidade apesar de ser afetuoso, paciente, sereno e tolerante, porque precisa, em certas ocasiões, destas atitudes para alcançar bons resultados dos alunos. Caso contrário seria um professor muito passivo, subserviente, indiferente ou sem preparo para a sua função. Mas sempre, com certeza, de forma educada servindo de bom exemplo para os seus docentes, que por isso o entendem, sentem afeto por ele e o respeitam.


Abaixo um vídeo, do Youtube, sobre o que é ser um professor educador.



"Longo é o caminho do ensino por meio de teorias, breve e eficaz por meio de exemplos." Sêneca


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Ser Professor

Ser Professor não é tarefa fácil

porque educar não é fácil, mas é preciso que seja prioridade dos pais, das famílias, das escolas, dos professores e dos governantes.

"O importante na educação não é apenas formar um mercado de trabalho, mas formar uma nação, com gente capaz de pensar." José Arthur Giannotti



A Educação é uma das mais importantes atividades cujo objetivo é melhorar a vida de cada indivíduo, da coletividade, da nação e do mundo.
"A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo." Nelson Mandela

Sem Educação não há melhora na saúde, na segurança e no desenvolvimento de um país. Sem Educação aumenta a ignorância, a corrupção, a criminalidade, a degradação da sociedade. Sem Educação não há cidadania, daí a sua enorme importância.



"Educação nunca foi despesa. Sempre foi investimento com retorno garantido." Arthur Lewis


Para que haja aprendizagem dos estudantes é necessário qualidade no ensino e para isto é preciso docentes preparados adequadamente, assim como também a estrutura escolar, que a gestão seja boa, ouça e ajude os professores a resolverem os problemas que aparecem no dia a dia, que a escola tenha recursos e condições físicas apropriadas para as atividades, e que haja mais investimento neste setor, pois é a sociedade que será beneficiada.


"uma nação se constrói na escola, com professores qualificados e com consciência social." Luiz Carlos de Menezes
Consequentemente há a necessidade de uma profissão relevante que não vem sendo respeitada nem valorizada há alguns anos no nosso país, a do Professor.

"Se eu não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre do que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens do futuro." D.Pedro II

No entanto, diariamente, se ouve falar que a má qualidade do ensino atual se deve a ele. Este parecer é injusto, pois é um profissional que trabalha muito na(s) escola(s), com muitas turmas de muitos alunos, e também fora dela(s), em vários horários de um mesmo dia, com aulas extra-classe, além do que faz em casa: planjamentos de aulas, correções, preparo de exposições e avaliações dos trabalhos dos alunos, e relatórios constantes feitos dentro e fora da escola em troca de uma remuneração muito aquem do que merece, inclusive, muitas vezes __sem que a maioria das pessoas saiba __ tirando dinheiro do próprio bolso em benefício dos alunos.

"Nas linhas avançadas da Educação brasileira, não há pesquisadores enclausurados em laboratórios de ponta, mas educadores estudando as melhores formas de ensinar e promovendo integração social ou mesmo civilizatória em situações reais."

Não se pode, ainda, esquecer que o Professor é também um profissional que está sempre lendo, escrevendo, fazendo cursos, participando de palestras para se reciclar, para se instruir cada vez mais, a fim de orientar os seus alunos no caminho do conhecimento, no importante caminho do saber, no qual se inclui o saber aprender. Ele é um profissional que está constantemente pesquisando sobre a sua matéria, se informando sobre outras disciplinas, a educação e o que acontece no mundo, pois o ensino atual exige a interdisciplinaridade.

"Não é possível a formação continuada do professor eficiente sem partir do que o professor sabe. A formação do conhecimento parte do que você já conhece." Ana Mae Barbosa

Há poucos dias a professora de portugues Amanda Gurge abordou, indignada e com muita propriedade, estas questões como se pode ver no vídeo abaixo, do Youtube, que repercutiu na mída imediatamente.



"profissionais (...) símbolos de nossa vanguarda (...) estão em toda parte, numa escola de seu bairro, às vezes vistos com referência, às vezes anônimos. Mas onde houver importantes fronteiras sendo defendidas pode apostar: ali há educadores bem formados e de corpo inteiro."


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Desenhista, pintor, engenheiro mecânico, fotógrafo e profesor Luiz Ernesto

Luiz Ernesto

é artista plástico, desenha, pinta, faz objetos, fotografia, gravura e trabalhos com fibra de vidro e resina de politileno.

"Para Luiz Ernesto o mundo e as coisas triviais que o habitam é um lugar onde tudo está em constante metamorfose. Cabe ao artista apressar ou fecundar esse processo. Por força de sua astúcia, isto repentinamente pode se transformar nisso ou até mesmo em aquilo." Agnaldo Farias

Luiz Ernesto é também engenheiro mecânico, graduado pela Universidade Católica de Petrópolis, foi coordenador e diretor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, onde dá aulas e também foi aluno tendo como professores Rubens Gerchman e Roberto Magalhães quando, então, fez parte do grupo "Como vai você Geração 80?"

Para criar os seus trabalhos, ele parte de objetos banais do cotidiano.


Foto de jornal


"Ao contrário de outras épocas onde o interesse das artes variava entre o que era eterno, magnífico, grandioso, coisas que mereciam ser preservadas para que fossem rememoradas e celebradas por sua aura mítica, por sua condição exemplar, a arte do nosso tempo, com a qual Luiz Ernesto está comprometido, ficou e ficará marcada pelo seu interesse pelo prosaico e banal, aquilo cujo frequente nos leva a não considerar (...)" Agnaldo Farias

O seu processo artístico é soprepor camadas de fibra de vidro e resina sobre imagens e palavras.

"É uma pintura que não de ou sobre imagens, mas a própria pintura do mundo das imagens." Guilherme Bueno


Foto de jornal

"A civilização atual a tudo confere um ar de semelhança." Theodoro Adorno

Luiz Ernesto faz exposições individuais e coletivas em importantes galerias de arte, centros culturais, museus e bienais no Brasil e no exterior, e recebeu vários prêmios, entre eles:

- 1o. Prêmio de Desenho IV Salão Câmara de Arte(RJ)
- Prêmio Acervo da Casa de Gravura (PR)
- Prêmio de Aquisição no Salão Nacional de Artes Plásticas.
- Palácio das Artes (MG)

Veja suas obras mais recentes, biografia, crítica e currículo em:

http://www.luizernesto.com.br/




Pintura - com Luiz Ernesto

A Linguagem Pictórica

"A cor é a música dos olhos." Johann Wolfgang van Goethe

Com Luiz Ernesto, na Escola de Artes Visuais do Parque Lage e na Uerj, fiz alguns cursos:

  • Elementos Fundamentais da Pintura
  • Pintura e Percepção em Arte
  • A Pintura Num Mundo Sem Tintas

"Se pintar não fosse tão complicado, não seria tão divertido." Edgar Degas



Na foto acima, eu num dos momentos em que Luiz Ernesto reuniu todos os alunos a volta de uma grande mesa de trabalho para falar sobre pintura.

Luiz Ernesto é um professor muito atenciosos, educado tranquilo, bem didático, e que estimula muito os seus alunos. Não encontrei ninguém que não gostasse dele. Durante as suas aulas, das quais participei, comentava sobre artistas, História da Arte, movimentos artísticos, estilos de arte, os elementos da pintura, conceitos, etc. No final da aula sempre era feita uma reflexão, dos alunos e do professor, sobre os trabalhos.Também programava visita a museus e a exposições para a sua turma.
No momento da aula prática havia uma sala para os iniciantes, onde ele propunha exercícios, e uma para atelier livre, para quem já pintava, onde ia orientando, pois ele acha que também a técnica é necessária.

"É claro que não somos uma escola acadêmica, mas temos nossos critérios. O aluno deve aprender a gramática da linguagem visual e só depois ensaiar um projeto pessoal." Luiiz Ernesto

Eu, numa aula prática

Segundo Merleau-Ponty, linguagem da pintura não são só as imagens, a função, a figura, mas também a cor, a luz, a linha, a textura, a transparência, ou seja, os elementos desta linguagem, e também outros valores da expressão estética que dela fazem parte e que dão significado ao trabalho, e que o artista usa como se fossem palavras de um idioma, mas que só se pode apreender pelo olhar.

"As coisas, alerta-nos Luiz Ernesto, quando refeitas em desenho, fibra de vidro ou qualquer outro material e técnica quaisquer, passam a pertencer à ordem da linguagem (...)" Agnaldo Farias


No final da aula, uma reflexão sobre o meu trabalho: cor, textura, sombra e luz, tons, sobreposição de cores e formas, etc.

"A pintura continua viva e firme. Depois de ter sua morte anunciada e celebrada inúmeras vezes, segue em seu caminho de excelência. A mais espiritual e imaterial das artes visuais, como disse Hegel, é, ao mesmo tempo a que mais resiste à impermanência de uma época tomada pelo virtual e, não raro, pelo descartavel. " Teixeira Coelho






Wassily Kandinsky (1866-1944)

A fruição de obras de arte


A fruição de obras de arte, através de gravuras, outras mídias e visitas a museus é de grande importância para a alfabetização visual. Atualmente os recursos disponíveis são muitos, o que facilita bastante atingir este objetivo.
Em algumas postagens deste blog deixarei algumas informações sobre alguns artistas e suas obras. Esta é sobre Kandinsky, o criador da arte abstrata.


Wassily Kandinsky, pintor russo naturalizado frances, começou a estudar arte em
1896, em Munique, na Alemanha, por volta dos 30 anos, quando era advogado. No início da carreira, pintava formas figurativas e sua pintura passou por várias fases: primitivista, expressionista, art nouveau, arte russa, até criar a arte abstrata com formas geométricas, em 1908, ao perceber que um de seus quadros que estava com a composição das figuras em posição contrária tinha mais beleza formal.


No seu livro "Do Espiritual na Arte" a sua idéia era não representar os objetos, mas sim a expressão dos sentimentos do artista. Segundo ele, o que inspira a verdadeira arte é a necessidade interior. Escreveu também " Reminiscências" e "Ponto e Linha sobre o Plano".


"Quem cria uma obra cria um mundo." Wasssily kandinsky


Abaixo, um vídeo do Youtube, com algumas obras do artista. Depois veja outros com suas obras figurativas.



Releituras de Vários Artistas

Fazendo Arte com a Arte

Com a leitura interpretativa das imagens, o aluno é capaz de perceber que se pode representar um determinado tema de várias formas, fazer um trabalho singular, se expressar e se descobrir nos seus trabalhos, além de fazer descobertas.

"Tudo manifesta símbolos e, sábio é aquele que numa coisa sabe ler outra." Platino

Abaixo alguns trabalhos dos meus alunos com referência em obras de artes de vários artistas.


Jackson Pollock



Releitura de Pollock - aluno Lincoln
caneta hidrocor s/ papel

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Ao contrário das obras de Pollock, o trabalho acima é de pequenas dimensões, e a técnica e o material são diferentes das usadas pelo artista.

Releitura das obras de Picasso - de aluno
guache s/papel

No trabalho acima, o aluno tomou como referência a figura do violão, tema que aparece em várias obras do artista Pablo Plicasso.

Salvador Dali








 Releitura da obra de Salvador Dali - de aluno
guache s/ papel

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No trabalho acima, o aluno usou apenas um fragmento da obra do artista, dando ênfase à imagem que selecionou.


Fernand Lèger


 Releitura das obras de Fernand Lèger e Modigliani - aluno Renan - 9 anos
lápis de cor e caneta hidrocor s/ papel


O aluno criou a obra acima integrando plasticamente a releitura das obras dos dois artistas.


releitura - de aluno
guache s/ papel

No trabalho acima, o aluno usou as cores verde, amarela e terrosas, para a integração plástica de sua obra, a partir de duas obras de arte.


 Alinhar à esquerda
 Releituras - de aluno
guache s/ papel

Nos trabalhos acima, os alunos usaram tema de um pintor com a técnica de outro. Um deles trabalhou uma figura feminina de Toulouse Lautrec, outros dois usaram a figura da Monalisa, sendo que um deles para criar uma obra abstrata.

Alfredo Volpi





Releitura das obras de Volpi - aluna Suellen
guache s/ papel



As bandeirinhas e as portas das obras de Volpi foram usadas pela aluna para criar uma obra singular.



Tarsila do Amaral


 
Releituras das figuras estranhas das obras de Tarsila do Amaral
lápis grafite, lápis de cera, lápis de cor, guache s/ papel

Os trabalhos acima, de vários alunos, foram criados através de recorte de papel, desenho, associação de formas e releitura das obras de Tarsila do Amaral.








Alberto da Veiga Guignard




Releitura das obras de Guignard - aluno Wallace - 14 anos
acrílica s/ papel


No trabalho acima, o aluno usou as obras com vasos de flores de Guignard como pretexto para trabalhar, na releitura, a sua gestualidade e as cores quentes.




Rubem Valentim

Releitura das obras de Rubem Valentim - aluno Márcio
nankim s/ papel
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Através da releitura das obras de Rubem Valentim, o aluno criou uma obra simétrica e monocromática.

Rubem Valentim
Releitura das obras de Rubem Valentim - aluno Júlio - 6a.série
colagem s/ papel

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Através da releitura das obras de Rubem Valentim, o aluno criou uma obra simétrica e policromática.


Wassily Kandinsky



Releituras das obras de Kandinsky - de alunos
colagem s/ papel

Lendo e relendo as obras de Kandinsky, os alunos criaram cartões com formas geométricas utilizando apenas suporte de papel canson branco e pequenos pedaços de papéis coloridos.

Pedi que cada aluno escrevesse no seu cartão uma mensagem para um colega sobre suas experiências nas aulas de artes plásticas.


A seguir alguma das mensagens:

"Acho Artes Plásticas muito legal. Adoro assistir essa aula (...)" Rejane - 8a. série

"Aula de Artes Plásticas é uma aula concentradíssima e divertida. Estou gostando por enquanto, e espero estar gostando até o final do ano." Miguel - 7a. série

"No ano que vem (...) eu quero continuar nas artes plásticas porque é a aula que eu mais gosto." Nathalie - 7a. série

"Ano que vem (...) quero continuar melhorando os meus conhecimentos de arte." João Henrique

"Ano que vem (...) eu quero continuar na aula de Artes Plásticas porque eu gostei (...). Vanessa - 7a. série

"Ano que vem eu quero continuar em Artes Plásticas, porque eu gosto de desenhar, pintar, fazer colagem e coutras coisas como ver exposições e vídeos de arte." Paloma - 6a. série


Carybé






Releitura das obras de Caribé - aluno Éric - 12 anos
nankim s/ papel

O trabalho acima foi construido a partir de duas obras de Caribé, criando com as figuras uma nova composição. As obras observadas pelo aluno eram originais pertencentes a uma colega minha, que gentilmente e de forma espontânea levou-as para que eu mostrasse aos alunos, nas minhas aulas.

Com estas atividades os alunos tem a possibilidade de alfbetizar-se visualmente, ou seja, ver obras de arte, experimentar processos artísticos, usar diferentes materiais, conhecer a História da Arte (obras, artistas, contexto histórico) e os elementos da linguagem visual.

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A seguir, frases de alguns alunos sobre o que descobriram com as aulas de artes plásticas.

"A arte da época antiga tinha regras de pintura, hoje a arte é mais livre, como a vida." Wanessa - 6a. série

"Sei que na arte aos poucos foi modificando o tipo de tinta, o modo de pintar, as formas (figurativas, geométricas e abstratas)." Wanessa - 6a. série

"Entendi que tem várias maneiras das pessoas se expressarem e uma delas é voltada para as artes, como por ex.: desenhos, pinturas, etc. (...) de período em período tudo foi mudando muito. Esses períodos têm características importantes." Renata - 8a. série

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Nota: Os trabalhos desta postagem não são recentes.




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Releituras de Fernando Botero

Um artista colombiano


Fernando Botero tem obras em várias linguagens: desenho, pintura e escultura, e com diversos temas, tais como a família, personagens da Corte, da História da Arte, do cotidiano, da cultura colombiana, de animais, de mãos, etc. Ele fez também releituras das obras de Leonardo da Vinci, de van Eyck e de outros artistas, mas todas com formas volumosas, características de seus trabalhos.

Veja em:

Após a leitura, pesquisa e informações sobre as obras de Fernando Botero e o artista, meus alunos puderam trabalhar com a linguagem de desenho, da pintura e da escultura usando diversos materiais: lápis grafite, lápis de cor, caneta hidrocor, tinta guache e a plastilina para criarem esculturas, aqui não apresentadas.

Monalisa numa Praia do Rio de Janeiro - aluno Márcio
guache s/ papel


No trabalho acima, o aluno situou a Monalisa num outro ambiente. A de Botero tem como fundo um cenário da Colômbia, este tem como fundo uma praia do Rio de Janeiro, utilizando outra técnica e material.


Mulher no Telhado - aluna: Profa. Vaneci, no Curso para Professores do Ensino Fundamental
lápis de cor e de cera s/ papel


No trabalho acima, a aluna uniu figuras da obra Mulher Recostada com uma figura da obra Gato no Telhado, ambas de Fernando Botero, integrando-as plasticamente em cores terrosas, criando, assim, uma nova obra e dando-lhe um outro significado.

Mulher - aluna: Prfa. Rita, no Curso para Professores do Ensino Fundamental
técnica mista s/ papel

No trabalho acima, a aluna inverteu a posição da figura da obra Mulher Caindo de Uma Sacada, também utilizando outros materiais, cores e técnica.




Menina - aluna: Profa. Cristina, no Curso para Professores do Ensino Fundamental
lápis de cor s/ papel

 
No trabalho acima, a aluna inseriu a figura do chapéu da obra Mulher de Chapéu na figura da obra Menina (depois de Velasquez), ambas também de Fernando Botero, utilizando outro material e técnica.




Gato - aluna: Profa.: Ana, no Curso para Professores do Ensino Fundamental
técnica mista

No trabalho acima, a aluna retirou figuras da obra Gato no Telhado e acrescentou figura da obra A Mulher Recostada, ambas de Botero, criando uma nova imagem com outra técnica, forma e cor.



Soldado - de alunolápis de cor s/ papel


Figura Masculina da Corte - de aluno
lápis grafite s/ papel



Mulher Caindo - de aluno guache s/ papel


Natureza Morta - de aluno
guache s/ papel
Nos trabalhos acima, podemos observar que os alunos usaram algumas figuras das obras de Botero, retirando outras, para criarem novas imagens plásticas.


Abaixo, alguns alunos executando a atividade.

Um aluno pintando a sua Monalisa e o outro pintando Mulher Caindo

Aluno fazendo uma releitura com tinta guache



Aluno pintando com lápis de cor, a partir de trabalhos de Fernando Botero, onde selecionou parte de uma das gravuras.

Aluna pintando com tinta guache, a partir de um fragmento de uma obra de F. Botero, conforme se observa na gravura que escolheu, sobre a cadeira, para fazer a releitura.


 

"O papel da arte na educação é grandemente afetada pelo modo como o professor e o aluno vêem o papel da arte fora da escola." Ana Mae Barbosa

Filme e livros com gravuras de obras de arte serviram para a sensibilização e a sistematização, com contextualização na História da Arte, leitura e releitura, análise dos trabalhos e das aulas.
A seguir, frases de alguns alunos quando pedi que escrevessem o que descobriram com as aulas de artes plásticas.


"a arte romana imitava a arte grega, o tempo renascentista retorna à arte grega, agora a nossa época tende a usar as artes dos outros períodos, para não deixar que elas desapareçam das nosssas mentes." Luiz Gabriel - 8a. série


"Eu entendi que a arte passou por vários períodos (...), mas todos têm uma coisa em comum, eles sempre nos falam de alguma coisa." Antônio - 6a. série


Nota: Os trabalhos desta postagem não são recentes.




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Releituras de Obras de Arte

Tradição Artística

Podemos usar a tradição artística para criar esteticamente, ou seja, usar a Arte para fazer Arte.


"As coisas são porque as vemos, e o que vemos, ou como vemos, depende das artes que tenham influído em nós." Oscar Wilde



Abaixo estão expostas algumas releituras que fiz.



Almoço na Relva - Leíse Paim
colagem s/ papel


No trabalho acima, cuja composição foi feita com imagens recortadas de várias revistas, a intenção foi trazer o tema da obra Almoço na Relva, de Manet, para o cenário atual o que se observa, principalmente, através das figuras femininas.Obs.: A claridade no centro do trabalho não faz parte dele, foi provocada pela luz da máquina de retrato sobre o papel de revista.




Figura de Cristo - Leíse Paim
pintura a guache s/ papel



Na imagem acima, releitura de uma obra do Renascimento, a intenção foi trabalhar a massa de cor sem a preocupação com a linha, o que se observa, principalmente, no rosto das figuras.
A Anunciação - Leíse Paim
lápis de cor s/ papel


O trabalho acima, é releitura da obra A Anunciação. Observa-se no trabalho que a intenção maior foi usar as cores, o material e a técnica de forma diferente da obra de Leonardo da Vinci, artista do Renascimento.


Quando o artista faz uma releitura, ele aumenta sua percepção e a leitura de outras obras, criando uma nova à sua maneira.
Quando Velasquez foi censurado por ter usado uma gravura de uma pessoa desconhecida, respondeu que não estava plagiando, mas se apoiando em coisas já feitas e que outros fizessem o mesmo com as obras dele, o que realmente aconteceu.
Uma releitura não é uma cópia, nem um plágio, nem falsificação, nem reprodução, é uma obra sobre outra obra e com outra assinatura.
A falsificação é crime, e também a reprodução de um trabalho de arte sem a autorização do artista.



"Almoço na Relva" é uma obra de Manet que causou muita polêmica na época em que foi criada, o século XIX, chocando o público, porque a figura feminina nua não era pintada de forma idealizada, mas realisticamente. No entanto, a pintura provocava uma nova forma de se ver a arte, servindo para que outros pintores a usassem para criarem seus trabalhos.


Veja em:
http://www.flicks.com/photos/duhau/4895391119/


"Anunciação" é uma obra de Leonardo da Vinci, em óleo e têmpera de choupo, que segue os princípios da perspectiva linear, como faziam os mestres do Renascimento, e revela como eram importantes as lições que recebia de Verrochio. Na época ele tinha cerca de vinte anos. Da Vinci pintava, basicamente, retratos e temas religiosos, mas fazia também muitos desenhos com diferentes materiais, tais como: pena, creiom, ponta de prata, etc.


"Não há prova documental relativa a esta pintura, mas ela é de tão alta qualidade que a maioria dos estudiosos consideram-na obra-prima de Leonardo elaborada provavelmente logo depois que ele ingressou como "mestre" na Corporação dos Pintores de Florença. As flores sobre a relva foram pintadas com a precisão de botãnico e as asas do anjo tiveram como modelo as asas de um pássaro." Revista Os Grandes Artistas - Nova Cultural


Veja em:
http://www.flickr.com/photos/duhau/4895301407/inphotostream/



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